• Nvidia lança primeiro supercomputador de deep learning do mundo

    O NVIDIA DGX-1 tem poder de processamento equivalente a 250 servidores x86, turbinado pelo uso das novas GPUs Tesla P100 da Nvidia

    A Nvidia sacramentou nessa terça-feira (05/04) seu modelo de Computação Acelerada por GPUs (Graphic Processor Units) com o lançamento do NVIDIA DGX-1, o primeiro supercomputador mundial de deep learning (aprendizado profundo), focado nas exigências computacionais ilimitadas da inteligência artificial.

    “Esse é um novo modelo de computação que vai mudar o mundo e nossa empresa está totalmente dedicada a ele”, disse o CEO e cofundador da Nvidia, Jen-Hsun Huang, ao anunciar o DGX-1 na abertura da GPU Technology Conference (GTC), promovida pela Nvidia em San Jose, Califórnia.

    Para Huang, o GTX-1 chega para “democratizar o uso da Inteligência Artificial nas empresas”. “A IA é como um martelo gigantesco vindo do céu. Ela é um conceito realtivamente fácil de aplicar e toda empresa, de qualquer área, deveria ter seu framework para treinar seus computadores em deep learning sem precisar de super-homens para treiná-los”. Com preço de US$ 129 mil, a aposta da Nvidia é que o DGX-1 faça a diferença.

    250 servidores “in a box”

    O NVIDIA DGX-1 coloca o poder de processamento equivalente a 250 servidores x86 em um gabinete do tamanho de um desktop ao utilizar 8 das novas GPUs Tesla P100, também anunciadas pela Nvidia nesta terça-feira. Um DGX-1 tem performance de 170 teraflops e, se combinados em rack, múltiplos DGX-1 podem atingir 2 petaflops de performance. Para comparar, o computador mais rápido do mundo tem uma performance máxima de cerca de 10 petaflops.

    Ironicamente, o DGX-1 usa dois chips Intel Xeon, mas é sua arquitetura e seus outros componentes – as GPUs NVIDIA Tesla® P100, com a nova arquitetura de processador NVIDIA Pascal™- que lhe dão o superpoder de computação. Segundo a Nvidia, o DGX-1 é 56 vezes mais rápido que um servidor com dois processadores Intel Xeon-E5 2697 v3 que atinge performance máxima de 3 teraflops.

    A computação por aprendizado profundo (deep learning) utiliza redes neurais e Inteligência Artificial (IA) para “ensinar” computadores a reconhecer imagens e fala, e pode ser usada em carros autônomos, robôs e sistemas de interação com seres humanos. As redes neurais estão levando a um novo tipo de software criado com enormes volumes de dados que exigem níveis consideravelmente mais altos de desempenho computacional.

    O DGX-1 é o primeiro computador desenvolvido especificamente para deep learning e integra hardware, software de aprendizado profundo e ferramentas de desenvolvimento para oferecer rapidez e facilidade na implementação. Seu poder computacional tem níveis inéditos que, segundo a Nvidia, permitirão que pesquisadores reduzam drasticamente o tempo para treinar redes neurais profundas mais sofisticadas e criar uma nova classe de máquinas inteligentes que aprendem, veem e percebem o mundo do mesmo modo dos humanos.

    “A inteligência artificial é o avanço tecnológico mais abrangente em nossas vidas”, diz Jen-Hsun Huang. “Ela apresenta mudanças em cada setor, cada empresa, em tudo. Ela abrirá mercados para beneficiar a todos. Os cientistas de dados e pesquisadores de IA hoje gastam muito tempo em soluções caseiras de computação de alto desempenho. O DGX-1 é fácil de implementar e foi criado com um objetivo: desvendar os poderes das capacidades super-humanas e aplicá-los a problemas que antes não podiam ser resolvidos.”

    * A jornalista Silvia Bassi viajou a San Jose (Califórnia) a convite da Nvidia Brasil