• Mídias Sociais, AVAS e MOOCs: Reflexões sobre educação em rede

    Resumo

    Este artigo objetiva explorar as relações contemporâneas entre mídia e educação, com foco específico nas redes sociais virtuais. Para tanto, adota como metodologia a pesquisa bibliográfica, documental, descritiva e aplicada para buscar, sob uma perspectiva interdisciplinar, as principais características deste espaço de ensino-aprendizagem. Assim, no trabalho são apresentados elementos constituintes do atual contexto socioeconômico e tecnológico, um breve histórico das redes, bem como sua relação com a educação. Em seguida apresenta-se um cenário evolutivo por meio dos ambientes virtuais de aprendizagem e das redes sociais virtuais, o surgimento dos Massive Open Online Course (MOOC), destacando seu influente papel na construção do conhecimento na atual sociedade. Como resultado, busca-se contribuir na discussão e o avanço da ciência apontando alguns elementos do contexto supracitado, tidos como relevantes para o campo da educação à distância, assim como colaborar no processo de construção do conceito de educação em rede. Por fim, relata-se um estudo de caso do Laboratório de Mídia e Conhecimento (Labmídia) da UFSC e suas experiências com Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) e educação em rede.

    Palavras-chave: Mídia digital, Educação a distância, Redes sociais, Educação em rede.

    Esse artigo foi  originalmente publicado no  ICBL 2013 – International Conference on Interactive Computer aided Blended Learning

    1. Introdução

    Com o surgimento das mídias digitais, como dispositivos  móveis  multifuncionais  mais  recentes (smartphones,  tablets),  bem  como  a  produção  de softwares  livres,  a  consolidação  de  movimentos  como  o Creative  Commons  (relativo  aos  direitos  autorais) contribui  diretamente  para  o  crescimento  de  conteúdos públicos e colaborativos na rede web, como por exemplo o  movimento  de  acesso  aberto  e  WIKI. Portanto,  esses elementos  devem  ser  considerados  ao  compor  o  quadro de  expansão  dos  cursos  de  EaD,  pois  constata-se  a dependência cada dia maior da população e, portanto, do ambiente escolar, perante as novas tecnologias. Estas, por sua vez, oferecem possibilidades diversas e diferentes de metodologias que permitem, entre outros fatores, tornar a linguagem mais acessível e interessante para os alunos.

    Nesse sentido, [1] corrobora no debate do uso social das novas tecnologias afirmando que a relação estabelecida entre a mão-de-obra e a matéria no processo de trabalho é  o  agente  transformador  e  principal responsável  pela  criação  de  novas  linguagens.  Deste modo, ao se identificar e discutir as condições interativas apresentadas  pelas  redes  sociais  virtuais  destaca-se  seu papel  fundamental  na  atual  sociedade  do  conhecimento. O que evidencia neste processo o papel da aprendizagem como estágio considerável da produção do conhecimento e  configuram  as  redes  sociais  virtuais  como  espaços  de compartilhamento e criação de conhecimento.

    Assim, tornar o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) um ambiente mais atrativo deve  ser uma  meta  constante em  todo projeto de EaD, seja por meio do uso de ferramentas da Web  e  mídias  sociais  virtuais  ou  mesmo  de  outra estratégia  que  esteja  ao  alcance  de  tutores  e  professores no ambiente virtual. Uma das possibilidades emergentes para a  educação  na  era  digital  está  na  sua  hibridização com  o  lúdico  virtual  (jogos  educativos,  vídeos, animações,  etc),  por  possuir  um  apelo  e  familiaridade junto ao público mais jovem.

    Em  suma,  com  a  ascensão  na  utilização  de  mídias emergentes  (Tumblr,  Youtube,  Pinterest,  Foursquare, MySpace,  Soundcloud,  etc.)  que  permitem  a  criação  de conteúdos  mais  atrativos  e  dinâmicos,  ressalta-se  a importância  da  alfabetização  audiovisual,  de  modo  que este grande  número de pessoas distribuídos nas diversas redes familiarize-se e tenha acesso aos métodos e técnicas de filmagem, edição, produção, entre outros, contribuindo assim para a qualidade das produções.

    Por fim, iniciativas como as  supracitadas,  que utilizam  e  desenvolvem  ferramentas  abertas, colaborativas,  dispostas  em  rede,  que  se  utilizam  de linguagens características das redes sociais, bem como de tecnologias de realidade virtual e vídeos digitais apontam para  uma  educação  com  ambientes  de  aprendizagem inovadores. Dentre as diversas  experiências  resultantes  em padrões  de  AVA  destaca-se  a  concepção  de  alguns,  tais como o Moodle, Teleduc, Eureka, AulaNet, WEbCT, Blackboard, LearningSpace, entre muitos outros. Eles permitem estabelecer redes diversas que possibilitam um intercâmbio de informações  e  conhecimentos.

    Contudo, os recursos de interação disponibilizados nestes ambientes, como fóruns e chats, não estão favorecendo a percepção do outro no ambiente de aprendizagem, como citado anteriormente.[2], esse  é  um  problema recorrente nos AVAs tradicionais, pois eles provocam um sentimento  de  isolamento  nos  usuários,  o  que consequentemente  acarreta  na  ausência  de  uma  rede  de relacionamentos  entre  elas.  Nesse contexto, é  clara  a importância  de  pesquisas  que  visem  buscar  soluções  ao problema  descrito,  ou  seja,  estimular  a  interação  para elevar  a  percepção  e  o  sentimento  de  pertencimento social. Como uma possível solução recorre-se ao conceito de rede social e  sua  relação  com  a  educação,  fazendo  uso dos  elementos  e  ferramentas  da  Web  2.0,  caracterizada por  proporcionar  aos  usuários  da  rede  a  produção  e compartilhamento de informações online [3]. Neste sentido,  [4]  afirma  que  “a formação  de  redes  é  uma  prática  humana  muito antiga, mas  as  redes  ganharam  vida  nova  em  nosso  tempo transformando-se  em  redes  de  informações  energizadas pela internet”.

    2. Objetivos

    Este trabalho objetiva explorar as relações  contemporâneas  entre  mídia e educação,  com  foco  específico  nas  redes  sociais virtuais.

    Pretende contribuir na discussão e  o  avanço  da  ciência apontando alguns elementos do contexto supracitado, tidos como  relevantes para o campo  da  educação  à distância, assim como colaborar no processo de construção  do  conceito  de  educação  em  rede.

    Por fim,  relatar e refletir sobre  um  estudo  de  caso  do Laboratório  de  Mídia e Conhecimento (LabMídia)  da  UFSC  e  suas  experiências com Ambientes  Virtuais  de  Aprendizagem e educação em rede  e o uso de novas mídias.

    3. Um breve histórico das redes sociais e sua relação com a educação

    O ser humano caracteriza-se por ser essencialmente social e simbólico. [5] Afirma que a humanidade tem a capacidade de  se relacionar com o outro desde o seu surgimento e isto se faz presente nas diferentes esferas que compõem o meio social.  Assim, pode-se afirmar que a construção  de  conhecimento  ocorre  por  meio  de  relacionamentos  e  na  interação  entre  os atores  em  ambientes  de  aprendizagem,  caracterizando-se  por  ser  um  processo  dialógico. [6]

    Por consequência, o resultado destas relações concebe a  disposição da  sociedade em rede,  fenômeno  amplamente  estudado  por Manuel Castells [1].  Segundo  o  autor   esta disposição desenvolve-se sobre três processos independentes: (1) a revolução da tecnologia da informação;  (2)  a  crise  econômica  do  capitalismo  e  do  estatismo;  (3)  sua  consequente reestruturação e o apogeu de movimentos sociais culturais,  tais como o liberalismo, direitos humanos,  feminismo  e  ambientalismo.  Desta  conjuntura  emerge  uma  estrutura  social, denominada  como  “a  sociedade  em  rede;  uma  nova  economia,  a  economia  informacional /global, e uma nova cultura, a cultura da virtualidade real” [1]

    Neste sentido, basicamente, pode-se identificar três tipos de redes sociais existentes, conforme ilustra a figura a seguir:

    Sem título

    Assim, as redes sociais centralizadas (Figura1-A)  caracterizam-se por  possuir  um ponto que concentra todo o fluxo de informação em um dos “nós” da rede (o centro) que faz o controle  e  distribuição  entre  os  “nós”.  Já  nas  redes  descentralizadas  (figura  1-B),  é característica  a  presença  de  vários  centros  distribuídos  em  rede  e  conectados  entre  si,  estes pontos  centrais  controlam  e  disseminam  a  informação  por  toda  a  rede.  Por  fim,  as  redes distribuídas  (figura 1-C) caracterizam-se por  não  possuir  centros, permitindo  a  qualquer  “nó” da rede receber e disseminar a informação para qualquer outro ponto.

    Deste modo, cabe salientar que os  três  tipos de redes sociais  podem  coexistir, sendo determinante para o tipo da rede, a maneira como as pessoas se conectam, ou seja, a dinâmica das conexões entre os nós e a estrutura que proporciona essas dinâmicas.

    No que tange  a  educação,  destaca-se  que  sua  disposição  em  rede  é  composta  por  fractais, dispostos em diferentes níveis (interconectados), assim dispostos:

    figura 2

    Quando a estrutura e a dinâmica do processo de educação assumem a forma de um fractal, ela é dividida  em partes,  cada uma das  quais semelhantes  ao objeto original, sendo que cada  parte  gerada representa um  novo patamar epistemológico de  ensino-aprendizagem. Segundo Tôrres [7],  “as  interconexões  entre  todos  os  componentes  de  cada  âmbito (escala) da Educação, e entre cada componente e a Educação como um todo, são de curto e de longo  alcance.  Manifestam-se, ao  mesmo  tempo,  como  conexões  tipo  partícula  e  conexões tipo onda”.

    É interessante notar que  as redes  compostas por fractais, base conceitual da educação em rede,  são  também  redes sociais. Ou seja, formas de organização humana e de articulação entre  grupos  e  instituições. Porém, cabe  destacar  que  estas  redes  sociais  estão  intimamente vinculadas  ao  desenvolvimento  de  redes  físicas  e  de  recursos  comunicativos.  Deste  modo, com o  desenvolvimento das novas tecnologias e a possibilidade de  ampliação e  criação das redes de comunicação,  dotadas de mais  recursos, meios e canais,  torna-se fundamental  para o processo  sua  utilização  para  o  desenvolvimento  de  redes  de  movimentos  sociais  [8].

    Neste contexto, [9] , ao analisar as atuais transformações sociais e o  surgimento  das  redes,  constatou  que  o  processo  está  dividido  em  duas  partes,  sendo  a primeira relativa à esfera privada e a segunda pública.

    Em  síntese,  “tanto  redes  estratégicas  como  redes  de  solidariedade  não  apenas questionam  a  fronteira  entre  o  quadro  institucional  e  sistema,  mas  a  própria consolidação  de  duas  esferas  (relativamente)  separadas  de  público  e  privado. Teríamos,  então,  transformações  em  duas  “direções”:  tanto  horizontal  –  com  a reformulação  e  mutação  das  racionalidades  comunicativa  e  instrumental  –  quanto vertical – com a redefinição de “espaços” privados e públicos nas novas sociedades”

    Neste  sentido,  é  importante  salientar  que  assim  como  ocorre  com  a  internet,  este espaço  está  passível  de  se  tornar  mais  democrático  “ou  podem  simplesmente  transformá-lo num  grande  mercado  de  serviços  nas  mãos  dos  grandes  cartéis  das  telecomunicações” [10]. Atualmente,  constata-se  a  massificação  do  termo  nos  principais veículos de comunicação,  restringindo o conceito de  redes sociais  às redes de relacionamento da  Internet,  como  Facebook  e  Twitter,  por  exemplo.  Entretanto,  sites  e  programas semelhantes aos citados  são  apenas  ferramentas, canais de comunicação, redes tecnológicas e mídias  digitais  que  facilitam  a  comunicação,  a  organização  e  até  a  criação  das  redes  de movimentos sociais. Fato este que as impede de ser consideradas redes de movimentos sociais ou organizacionais.

    4. Ambientes Virtuais de Aprendizagem e Redes Sociais

    Paulo Freire [6] propôs a educação libertadora, no qual o processo de ensino-aprendizagem não é imposto,  ao contrário, ele  é desenvolvido por meio de  diálogo e troca de experiências entre os  agentes  envolvidos  no  processo  educacional.  Assim,  nesta  perspectiva, o  aluno, como indivíduo,  constrói  seu  próprio  conhecimento.  Utilizando-se deste aporte,  os  Ambientes Virtuais  de  Aprendizagem  (AVA)  e  mais  recentemente,  as  redes  sociais,  tornaram  lugares propícios para tais práticas por meio do  compartilhamento de informações e conhecimento, bem como a troca de experiências entre alunos e professores. Por  conseguinte,  é  possível  constatar  que  nos  últimos  anos,  a  internet  tem  se configurado  como  importante  disseminador  da  Educação  a  Distância  (EaD),  dada  sua diversidade de ferramentas de interação, baixo custo e popularização. Estes fatores, segundo Dênia Falcão de Bittencourt [11], lhe  confere  vantagens  na  possibilidade  do  rompimento  de  barreiras geográficas  de  espaço  e  tempo,  bem  como  do  compartilhamento  de  informações  em  tempo real.

    Assim, nota-se que a EaD tem se aproximado cada vez mais do conceito de “educação em rede” [12].  Fatores como o surgimento das comunidades virtuais [13] que  ampliam  a  dimensão  das  redes  sociais  e  organizacionais  [1], bem como  a criação de inúmeras ferramentas e a  ampliação da Web 2.0,  ampliam  o potencial revolucionário de utilização das novas tecnologias na área da educação.

    Atualmente o  AVA consiste na  opção mais utilizada de mídia empregada para mediar o  processo  de  ensino-aprendizagem  a  distância.  Por  meio  do  AVA  busca-se transmitir  os conteúdos essenciais,  bem como  criar um espaço de interação entre  os  atores.  Para Andrade; [14] as  relações  interpessoais  tem  seu  início  no  momento  em  que  as  pessoas adquirem confiança e consideração em relação aos outros. Entretanto, uma das condições para que isso ocorra, é justamente perceber o outro nesse ambiente. Dentre diversas experiências resultantes em padrões de AVA, destaca-se a concepção de alguns, tais como o  Moodle, Teleduc, Eureka, Blackboard, LearningSpace, entre muitos outros. O Moodle por utilizar ferramentas abertas e livres e por ser um projeto de dimensão internacional, tem se destacado neste quadro, inclusive no Brasil, onde o Governo Federal tem adotado políticas públicas de estímulo e uso de Recursos Educacionais Abertos (REA).

    Eles permitem estabelecer redes diversas que possibilitam um intercâmbio de informações e conhecimentos. Contudo, os recursos de  interação  disponibilizados  nestes  ambientes virtuais de aprendizagem tradicionais,  como  fóruns  e  chats,  não  estão favorecendo a percepção do outro no ambiente de aprendizagem, como citado anteriormente. Segundo Ira Maria Maciel [2], este  é  um  problema  recorrente  nos  AVAs  tradicionais,  pois eles  provocam  um sentimento de isolamento nos  usuários,  o que consequentemente acarreta na  ausência de  uma rede de relacionamentos entre elas. Nesse contexto, é clara a importância de  pesquisas que visem buscar  soluções ao problema descrito, ou seja,  estimular a interação para elevar a percepção e o sentimento de pertencimento social. Como uma possível solução recorre-se ao conceito de rede  social e sua relação com a educação,  fazendo  uso  dos  elementos  e  ferramentas  da  Web  2.0,  caracterizada  por proporcionar  aos  usuários  da  rede  a  produção  e  compartilhamento  de  informações  online [3].

    Neste sentido, Manuel Castells [4] afirma que “a formação de redes é uma prática humana  muito  antiga,  mas  as  redes  ganharam  vida  nova  em  nosso  tempo transformando-se em redes de informações energizadas pela internet”. Raquel Recuero [15] corrobora  ao  acrescentar  que  as  redes  são  compostas  por  dois elementos,  os  atores  e  as  relações  que  eles  desenvolvem  entre  si.  Portanto,  o  estudo  destas redes  objetiva  investigar  a  formação  das  redes  de  conhecimento  emergentes  e  que, constantemente, influenciam  o comportamento dos atores da rede. Concomitantemente, esta mudança,  segundo  o  autor,  também  levou  a  ampliação  da  capacidade  de  expressão  e socialização,  mesmo  que  feitas  por  meio  de  ferramentas  de  comunicação  mediadas  pelo computador.  Assim,  pode-se  afirmar  que  as  redes  sociais  virtuais  se  manifestam  como ambiente de interação humana, propiciando a inclusão digital do indivíduo e a construção do conhecimento [16].

    No que tange  as  redes  sociais  virtuais,  elas  tiveram  início em  1997  com  o SixDegrees.com [17].  Segundo  os  autores,  redes  sociais  podem  ser vistas como tipos de sistemas que permitem:

    1. Construção de uma persona através de um perfil público ou semipúblico;

    2.  Interação através de comentários

    3. Exposição pública da rede social de cada ator.

    S.  G. Mazman e Y.  K. Usluel [18] corroboram  ao definir  redes sociais  virtuais  como  softwares de  colaboração  social,  isto  é,  aplicações  que  suportam  interesses,  necessidades  e  objetivos comuns  em  um  mesmo  ambiente  de  colaboração,  compartilhamento,  interação  e comunicação. Assim sendo, pode-se afirmar que  as redes sociais  virtuais  contribuem para o reconhecimento de diferentes identidades sociais, assim como  mobilizam  os saberes  sob uma perspectiva de produção coletiva.

    Assim, na atualidade, pode-se constatar que  as redes sociais virtuais tem tido rápida adoção por milhões de usuários, rompendo o conceito de modismo e demonstrando que são ferramentas  antigas  transportadas  para  um  cenário  onde  são  cada  vez  mais  comuns  no cotidiano  dos  usuários.  Tal  situação  é  evidenciada  pela  quantidade  de  redes  existentes,  que ocasionou  um  aumento  exponencial  na  criação  de  redes  específicas,  como  por  exemplo, Flickr, Instagram, Linkedin, Pinterest, Facebook, Twitter, Foursquare, MySpace, entre outras.

    Ressalta-se que cada  rede  social  possui  embasamento  em  diversas  características técnicas,  porém  todas  possuem  em  comum  a  composição  por  perfis  visíveis  ligados  a  uma lista  de  conexões  (contatos)  dentro  da  rede.  Tais  conexões  também  podem  ser  grupos  ou comunidades, outras páginas dentro da rede, empresas, etc.

    No domínio da educação na era digital, J.  M. Moran [19]  indica que “a aquisição de  informação,  dos  dados  dependerá  cada  vez  menos  do  professor.  As  tecnologias  podem trazer  hoje  dados,  imagens,  resumos,  de  forma  rápida  e  atraente”.  Deste  modo,  as  redes sociais, enquanto componentes tecnológicos digitais expressam cada vez mais esta realidade por permitir autonomia no processo de aprendizagem individual.

    Segundo E. Schlemmer [20], no âmbito das universidades, a preocupação consiste em investigar  como  as  tecnologias  digitais  podem  contribuir  para  melhorias  nas  relações  entre professores  e  alunos,  bem  como  promover  e  agregar  novas  possibilidades  aos  processos  de ensino-aprendizagem.  Por outro lado,  como aponta  a autora  também é importante  identificar “o quanto a área da educação pode colaborar para enriquecer novas criações tecnológicas, que tenham  implícitos  no  seu  desenvolvimento  pressupostos  epistemológicos  que  favoreçam  a aprendizagem  e  o  desenvolvimento  da  pessoa  humana  em  interação  com  essas  tecnologias [20].

    As redes sociais virtuais, segundo S.  G. Mazman e Y.  K. Usluel [18] podem ser uma ferramenta favorável para o campo da educação, pois  elas  facilitam a aprendizagem informal devido a sua dinâmica  e  presença  no  cotidiano  dos  alunos.  Para  os  autores  elas  oferecem  suporte  para  a aprendizagem  colaborativa  e  desenvolvem  o  pensamento  crítico  de  seus  indivíduos. M.  J.  W. Lee e C. McLoughlin  [21] corroboram ao afirmarem que as redes sociais  possibilitam  a  descoberta de informação, de modo  colaborativo, bem como  a  criação de conteúdo  e conhecimento, por meio de agregação e modificação da informação. Por conseguinte, ressalta-se o potencial interativo-comunicacional que as ferramentas das mídias sociais virtuais podem proporcionar entre os aprendizes. Assim, segundo Oliveira; [22] além  da  possibilidade  de  enriquecimento  do  processo  de  aprendizagem, também é possível  diminuir o sentimento de isolamento  tão comum aos  AVA  atuais. I. J. E. A. Melo Filho [23], apontam que os próprios alunos já indicam essa potencialidade, ao destacarem a importância da integração do AVA com as redes sociais [23].

    Como reflexo deste cenário, nota-se que estudos recentes estão buscando agregar redes sociais  aos  mais  variados  AVAs.  Como  exemplo,  pode-se  citar  o  uso  de  microblogging  no Amadeus  [24],  o  uso  de  software  social  no  Moodle [25]  ou  a  utilização  de  uma  rede  social  privada  como  AVA [26].

    Nesta perspectiva, cabe  também destacar  a  iniciativa  do  SLoodle,  projeto  que  busca unir as experiências do Second Life  com as possibilidades do AVA de código aberto,  Moodle [27] ,  bem  como  da  Wikiversidade,  projeto  da Wikimedia  Foundation,  cujo objetivo  é  prover  um  ambiente  livre  e  aberto  para educação universitária,  mantida  por  uma comunidade de pesquisa que segue o conceito de wiki.

    Outras iniciativas  podem  ser vistas e já são caracterizadas como redes sociais acadêmicas, pois utilizam o layout  e a interface inspiradas nas  redes de relacionamento tradicionais como Facebook e Orkut,  como exemplo temos a  Rede  Ebah  –  voltada para o compartilhamento acadêmico composta por professores, alunos e conteúdos distribuídos por cursos,  possuindo  vínculo  com  algumas  universidades  no  Brasil; a rede Edmodo– ambiente  para colaboração e compartilhamento de conteúdos distribuído por categorias (alunos, professores, aplicativos,  pais,  comunidades,  etc.)  e  conectado  a  outras  redes  sociais  de  relacionamento como Facebook, Twitter e Google +; nesta perspectiva temos a  Rede Schoology e a Rede Teamie como  outros exemplos e  no Facebook  também há casos de grupos fechados focados somente na educação.

    Deste modo, constata-se  que  com  o  desenvolvimento  da  Web  2.0,  de  ferramentas abertas, colaborativas e em rede (Wikis), que se utiliza de linguagens características das redes sociais, bem como  a adoção de tecnologias de realidade virtual e vídeos digitais  é possível vislumbrar um cenário que  aponta para ambientes de aprendizagem inovadores baseados no conceito  de  educação  em  rede  com  a  criação  de  experiências,  ou  seja,  uma  educação  a distância muito mais próxima e interativa.

    Ressalta-se que as pesquisas estão avançando e  que o diferencial das  tecnologias da Web 2.0, está justamente na  criação da  sensação de “estar sempre em contato ou alcançável”, permitindo  simultaneamente  a  remixagem,  compartilhamento  e  reutilização  de  conteúdo aberto  na  web  e  novas  formas  de  “colaboração  2.0” [28].  Em  outras palavras,  isto  possibilita  que  usuários,  profissionais,  aprendizes  e  educadores  agora  posam gerir e manter suas próprias redes de colaboração através da mídia social.

    5. MOOCs (Massive Open Online Courses)

    “Os MOOCs representam experiências de aprendizagem realmente inovadoras. Vão além das experiências iniciais e limitadas de mudança na educação, como OCW(Open Course Ware), baseadas ainda em objetos de aprendizagem isolados e mudanças na forma de compreender o conteúdo, mas também propostas metodológicas e novos papéis para os dinamizadores e participantes. Afirma-se, nesse caso, de forma explícita que nem Stephen Downes nem George Siemens, seus responsáveis, desempenham papéis de instrutores tradicionais, mas que são simplesmente nós em uma rede maior [29].                         

    Diferente do princípio dos AVAs tradicionais (Ambientes Virtuais de Aprendizagem) onde servem para dar apoio à disciplinas presenciais ou fazerem cursos fechados totalmente virtualizados, os MOOCs aparecem com o princípio de massificar estes cursos via  rede, sendo portanto abertos a todos os usuários que se propuserem a realizar o curso. Este conceito de “aberto” segundo  João Mattar [30] já é bastante problemático, pois em muitos casos uma taxa é cobrada caso o aluno deseje receber um certificado de participação. Por outro lado, o conhecimento ainda permanece aberto, mesmo que, ainda segundo Mattar [30], exista a tendência de que alguns MOOCs passem a serem pagos em um futuro não muito distante.

    George Siemens [31] diferencia dois tipos de MOOCs na atualidade, os MOOCs,  ou MOOCs conectivistas, onde a essência é gerar conectividade. O compartilhamento de informações entre seus próprios participantes é bastante expressivo, pois além de utilizar conteúdos já disponíveis online na rede, também geram e distribuem outras ferramentas como vídeos, áudios e textos entre a duração do curso.  Ainda segundo o autor, outro tipo de MOOC é o xMOOC ,que seria uma nova geração dos MOOCs, Segundo Siemens [31] enfatizam uma abordagem, de aprendizado mais tradicional por meio de apresentações de vídeos e pequenos exercícios de teste, focando portanto na duplicação do conhecimento.

    Entre as principais MOOCs disponíveis estão a Coursera, EdX, Udacity MiríadeX e Veduca. Segundo Mattar [30],  muitas dessas plataformas são baseadas no conceito de anonimato dos movimentos OpenCourseWare, sendo assim, as interações entre alunos e equipe pedagógica são bastante enfraquecidas. Outra característica  diz respeito a duração dos curso, que em geral são de grande duração, tornam-se um fator desmotivador aos participantes. Essas aspecto pode ser percebido em um dos cursos oferecidos pela Universidade de Stanford, onde dos 160.00 inscritos apenas 15% concluíram o curso em sua totalidade.

    Contando com a interação dos usuários, as cMOOCs, segundo Alexander McAuley [32] são construídos pelo envolvimento ativo dos alunos, que auto-organizam sua participação em função de seus objetivos de aprendizagem, conhecimento prévios e interesses comuns. Por este motivo, possuem pouca estrutura comparados a outros cursos online, redefinindo assim a própria noção de curso e relação entre educando e educador. Segundo João Mattar [30] este é o motivo que as MOOCs possibilitam aprendizagem social e informal interativa com baixo custo e oferecida em larga escala.

    Apesar de ainda em seu início, essa nova tendência que as MOOCs trazem, utilizando vídeo-aulas como um dos elementos principais de aprendizagem e ferramentas múltiplas como áudio,  wikis e blogs,  fez com que o grupo de pesquisa de mídia e conhecimento da UFSC, através do seu laboratório fizesse uma pesquisa como  estudo de caso utilizando algumas destas ferramentas agregadas ao AVA Moodle.

    6. Metodologia da Pesquisa: vídeo, áudio e texto em wiki agregados em um AVA

    Inspirados nos conceitos de AVA e MOOC,  o presente  trabalho  experimenta e avalia  a utilização  de   diferentes  mídias,  através  de  redes  de conteúdo  no  tema  abordado,  quanto  ao dinamismo e forma  na apresentação  de  conteúdos.  Desta  forma,  os  alunos envolvidos têm a possibilidade de acesso a diversas  formas de receber  informações,  trabalhando,  assim,  com diversos  meios, diversas ferramentas de aprendizagem, onde de cada indivíduo experimenta conteúdos textuais, de áudio ou audiovisuais.

    Para tanto, a pesquisa adota como metodologia  a pesquisa  bibliográfica,  documental,  descritiva  e aplicada  para  buscar,  sob  uma  perspectiva interdisciplinar,  as  principais características deste espaço de ensino-aprendizagem. Assim, no trabalho são apresentados  elementos constituintes do atual contexto socioeconômico e tecnológico,  um  breve  histórico  das  redes,  bem como  sua  relação  com  a  educação. Posteriormente foi realizado um estudo de caso utilizando o AVA (Moodle) que serve como ferramenta de apoio as disciplinas presenciais do Curso de graduação de TIC  (Tecnologia da Informação e Comunicação) da Universidade Federal da Santa Catarina no Campus de Araranguá.

    A elaboração de vídeo aula  com linguagem  educativa para fixação do conteúdo  para os alunos  contemplou  o  uso  com o apoio  do LabMídia  –  Laboratória de Mídia e Conhecimento, cujo suporte permitiu a elaboração de mídias visuais e sonoras,  e textos escritos na plataforma Wikiversidade.

    7. Dados da Pesquisa: AVA e um conteúdo em diferentes mídias 

    A pesquisa  foi realizada com 34 estudantes do curso de Tecnologia da Informação e Comunicação da UFSC, nas disciplinas (2) de AVA (Ambientes Virtuais de Aprendizagem) e Redes Sociais e virtuais.  Através do AVA (Moodle) de cada disciplina foi disponibilizado aos alunos um conteúdo parecido sobre a temática : “AVAs redes sociais e MOOCs”. Esse conteúdo foi disponibilizado em  três mídias todos disponibilizados em um  AVA (Moodle): uma vídeo aula de dez minutos com um  link no Youtube, uma áudio aula com link na Webrádio do Labmídia da UFSC e um texto escrito em WIKI na plataforma da Wikiversidade trabalhado pelo mesmo laboratório e grupo de pesquisa. Após o acesso a esses conteúdos de forma livre, via AVA, em um período de 10 dias, os alunos foram convidados a responder um questionário também via AVA.

    Segundo a pesquisa, 100% dos alunos acreditam, que todas as ferramentas apresentadas são facilitadoras  do aprendizado, das disciplinas que estão inseridas.

    fig 3
    Fig.3- Todas as ferramentas ajudam no aprendizado

    Sendo que destes trinta e quatro estudantes, 85% deles consideram que o vídeo é o melhor transmissor de conteúdo.

    Fig.4- A utilização do vídeo é majoritária na preferência dos usuários consultados

    Fig.4- A utilização do vídeo é majoritária na preferência dos usuários consultados

    Vídeo – Considerando uma escala de 1 a 5, 76% dos participantes consideram o vídeo com nota máxima (5) no processo de aprendizado (me ajudou muito com o curso). Nenhum participante considerou notas inferiores a três (  nota média). 97% optaram por 4 e 5 considerando que essa ferramenta lhe ajudou muito com o curso.

    Fig.5- vídeo: 97% consideraram que essa ferramenta lhe ajudou muito com o curso

    Fig.5- vídeo: 97% consideraram que essa ferramenta lhe ajudou muito com o curso

    Áudio – 6% dos participantes consideraram o áudio com nota máxima(5) no processo de aprendizado (me ajudou muito com o curso). 6% participantes consideraram notas inferiores a três(não me ajudou nada com o curso) 41% dos participantes optaram pela nota três, nota média, intermediaria entre “não me ajudou nada com o curso” e  “me ajudou muito com o curso”.  47% dos participantes optaram pela nota quatro, sendo o maior índice entre as opções citadas.  88% optaram entre três e quatro configurando uma média com tendência para uma avaliação positiva da ferramenta. Ou seja que comparativamente com o vídeo e o texto, que a ferramenta ajuda medianamente com o curso.

    Fig.6- áudio: 88% opinaram que a ferramenta ajuda medianamente com o curso

    Fig.6- áudio: 88% opinaram que a ferramenta ajuda medianamente com o curso

    Texto – 21% dos participantes consideraram o texto escrito inserido na wikiversidade com nota máxima (5) (me ajudou muito com o curso) 21% consideraram notas inferiores a três, sendo destes 6%  avaliaram a ferramenta texto com a nota mínima (1) “não me ajudou nada com o curso”. 26% dos participantes marcaram três em suas respostas, nota média entre “não me ajudou nada com o curso” e “me ajudou muito com o curso”. 32%, maior índice registrado, enquadraram o texto com a nota quatro, sendo que 58% registraram notas entre três e quatro, mostrando uma tendência positiva do uso da ferramenta, mesmo que esta seja a mídia com maior número entre um e dois (21%).

    Fig.7- Texto escrito: 58% registraram notas entre três e quatro, mostrando uma tendência positiva do uso da ferramenta, mesmo que esta seja a mídia com maior número entre um e dois (21%)

    Fig.7- Texto escrito: 58% registraram notas entre três e quatro, mostrando uma tendência positiva do uso da ferramenta, mesmo que esta seja a mídia com maior número entre um e dois (21%)

    Considerações Finais

    Este estudo de caso, mesmo que sendo parte inicial de um estudo mais amplo e ainda em construção, e que não serve para generalizações, confirmou algumas tendências tecnológicas que as plataformas virtuais massivas  (MOOCs) e as Redes Sociais Acadêmicas vem construindo. O uso do vídeo é muito atrativo para os usuários consultados como forma de apoio a aprendizagem. Com a ampliação das possibilidades tecnológicas de uso de imagem e som na internet o vídeo tem se tornado uma alternativa educativa importante.

    O áudio como ferramenta de apoio acadêmico foi também relativamente bem avaliado, e aqui cabe destacar que  no grupo de usuários não havia  nenhum deficiente visual ou com surdez, fato que deve ser considerado baseado nas regras de acessibilidade e do W3C. Na vídeo aula não foi trabalhado legenda, nem tradução em libras, mas deve-se considerar que o Youtube onde o vídeo estava inserido, está utilizando uma ferramenta de legenda automática que tem melhorado muito a cada versão.

    Talvez a maior surpresa, para os céticos em relação a aceitação das novas gerações em relação a leitura e a  escrita, tenha sido a opinião dos alunos em relação ao texto. Afinal 21% valorizaram o texto escrito dando-lhe nota máxima. Devemos considerar o contexto deste texto escrito. Um texto “hiperlinkado” em uma plataforma de aprendizagem wiki (Wikiversidade) dinâmica e inserida na internet.

    Para concluir, talvez a reprodução da imagem da fig.3 seja a melhor forma de dizer que todas as ferramentas apresentadas são facilitadoras do aprendizado nas disciplinas que estão inseridas.

    fig 3

    Fig.3- Todas as ferramentas ajudam no aprendizado

     

    Referencias

    [1]      Manuel Castells.   A  Sociedade  em  Rede  –  A  era  da

    informação:  economia,  sociedade  e  cultura.  São  Paulo:  Paz  e

    Terra, 2007

    [2]      I. Maciel.  M.,  2003.  Disponível  em: <http://www.senac.br/BTS/283/boltec283e.htm>.  Acesso  em:  02

    Agosto 2012.

    [3]      A. Primo. O aspecto relacional das interações na Web 2.0. XXIX

    Congresso  Brasileiro  de  Ciências  da  Comunicação.  Brasília:           Sociedade  Brasileira  de  Estudos  Interdisciplinares  da Comunicação. 2006

    [4]     Manuel Castells.   A  Galáxia  da  Internet:  reflexões  sobre  a Internet, os negócios e a sociedade.  Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003

    [5]     H. Wallon. As origens do caráter na criança. São Paulo: Nova Alexandria, 1995

    [6]     P. Freire. Pedagogia do oprimido. 17ª. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

    [7]     J. J. M. Tôrres Ciência da complexidade: uma nova visão de mundo para a educação. Disponível em: <http://www.otium.net.br/Arquivos/2010-Banner-Julio-Ciencia.pdf>. Acesso em: 12 Mai 2013.

    [8]     M. V.  de. Souza Redes informatizadas de comunicação: a teia da rede internacional DPH, Bluscher Acadêmico, 2008.

    [9]     Rainer Randolph. Novas redes e novas territorialidades. Rio de Janeiro: IPPUR/UFRJ, mimeo. 1993a. 20p.

    [10]  Carlos A. Afonso. A magia das redes de computadores. Democracia, Rio de Janeiro, volume X, nr.108, p.13-15, nov/dez 1994.

    [11]  D. F. Bittencourt.  A construção de um modelo de curso “lato sensu” via internet  –  aexperiência com o curso de  specialização para gestores de instituições de ensino técnico UFSC  SENAI. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Santa Catarina, 1999. Disponível em: <http://www.eps.ufsc.br/disserta99/denia/>. Acesso: 12 Abril 2013.

    [12]  Margarida  Victoria Gomes.  Educação  em  Rede:  uma  visão emancipadora. São Paulo: Editora Cortez, 2004.

    [13]  J. Teixeira Filho  Comunidades virtuais:  como as comunidades de práticas na Internet estão mudando os negócios. Rio de Janeiro: Senac, 2002.

    [14]  A.  F.  D. Andrade;   R.  M. Vicari  Construindo  um  ambiente  de  aprendizagem  a distância  inspirado  na  concepção  sociointeracionista  de  Vygotsky.  In:  SILVA,  M.

    [15]  R. Recuero.  Comunidades virtuais em redes sociais na internet: uma proposta de estudo. Porto Alegre: Sulina, 2009. (Coleção Cibercultura).

    [16]  C. Pinto  et  al.  Vivendo  e  Aprendendo  no  Facebook:  uma  visão  da  usabilidade  em  redes sociais na sociedade do conhecimento.  V Simpósio Nacional ABCiber  –  Dias 16, 17 e 18 de  Novembro  de  2011  –  UDESC/UFSC.  Disponível  em:  <http://www.labmidiaeconhecimento.ufsc.br/files/2012/07/artigoABCIBERaprovadoFacebook-uma-vis%C3%A3o-da-usabilidade-em-redes-sociais-nasociedade-do-conhecimento.pdf>. Acesso em 03 Mai. 2013

    [17]  D. M. Boyd; N. B. Ellison  Social network sites:  Definition, history, and scholarship. Journal of Computer-Mediated Communication, n. 13, p.  210−230, 2008.  Disponível em: <http://jcmc.indiana.edu/vol13/issue1/boyd.ellison.html>. Acesso em 21-mai-2011.

    [18]  S.  G. Mazman; Y.  K. Usluel.  The  usage  of  social  networks  in  educational  context. In:Proceedings  of  world  academy  of  science,  engineering  and  technology.   Vol.   37,  p. 404–407, 2009.

    [19]  J.  M. Moran.  Ensino  e  aprendizagem  inovadores  com  tecnologias.  Informática  na Educação: Teoria & Prática. V. 3, n. 1, 2000

    [20]   E. Schlemmer  A  aprendizagem  em  mundos  virtuais:  viver  e  conviver  na  virtualidade. UNIrevista  –  Vol.  1,  n°  2  :  (abril  2006).  Disponível  em:  <http://www.unirevista.unisinos.br/_pdf/UNIrev_Schlemmer.pdf>.  Acesso  em:  01  Maio 2013

    [21]  M.  J.  W. Lee; C. McLoughlin  Harnessing  the  affordances  of  Web  2.0  and  social software tools: can we finally make “student-centered” learning a reality? Paper presented at  the  World  Conference  on  Educational  Multimedia,  Hypermedia  and Telecommunications, Vienna, Austria, 2008

    [22]  A,  E.  A. Oliveira;  P. Tedesco.  i-collaboration:  Um  modelo  de  colaboração  inteligente personalizada para ambientes de EAD. Revista Brasileira de Informática na Educação, v. 18, n. 1, p. 17-31, 2010.

    [23]  I. J. E. A. Melo Filho. Percepção social em EAD: Identificando necessidades para o LMS Amadeus. Revista Brasileira de Informática na Educação, v. 19, n. 3, p. 29-41, 2011

    [24]  E. Teixeira; F.  P.  A.  D. Medeiros; A.  S.  Gomes. Microblogging  como  estilo  de interação e colaboração em Ambientes Virtuais de Ensino e Aprendizagem. Anais do XXII SBIE – XVII WIE. Aracaju: SBC. 2011. p. 956-959.

    [25]  T. Serrão.  et  al.  Construção  Automática  de  Redes  Sociais  Online  no  Ambiente  Moodle. Anais do XXII SBIE – XVII WIE. Aracaju: SBC. 2011. p. 924-933

    [26]  S. Dotta.  Uso  de  uma  Mídia  Social  como  Ambiente  Virtual  de  Aprendizagem.  Anais  do XXII SBIE – XVII WIE. Aracaju: SBC. 2011. p. 610-619.

    [27]  João Mattar. O uso do second life como ambiente virtual de aprendizagem. Disponível em: <http://www.comunidadesvirtuais.pro.br/seminario4/trab/jamn.pdf>. Acesso em: 04 maio de 2013

    [28]   ESUD 2013 – X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância http://www.aedi.ufpa.br/esud/trabalhos/oral/AT4/114169.pdf

    [29]  Dolors Reig Hernández. Um mundo de médios sin fin. Cambios em aprendizaje, Facebook y apoteosis de las aplicaciones expressivas. In: Facebook y la posuniversidad: sistemas operativos sociales y entornos abiertos de aprendizajes. Fundación Telefónica; Ariel, 2010. p. 183 – 202

    [30]  João Mattar. Web 2.0 e redes sociais na educação. São Paulo: Artesanato Educacional, 2013

    [31]  George Siemens. MOOCs are really a plataforma. Elearnspace, 25 jul. 2012.

    [32]  Alexander McAuley. Massive Open Online Courses: Digital ways of knowing and learning. Elearnspace, 2010.

    Sobre os autores:

    *Marcio Vieira de Souza é  formado em comunicação, especialista em educação, mestre em Sociologia Política e Doutor em Engenharia de Produção. Professor Adjunto do Departamento de Engenharia do Conhecimento da Universidade Federal de Santa Catarina. e-mail: marciovieiradesouza@gmail.com

    Rangel Machado Simon é estudante e bolsista do Laboratório de Mídia e Conhecimento do Curso de TIC ( Tecnologia da Informação e Comunicação)  da Universidade Federal de Santa Catarina, e-mail: rangel.simon@gmail.com

    Henrique lopez Blanck é estudante e bolsista do Laboratório de Mídia e Conhecimento do Curso de TIC ( Tecnologia da Informação e Comunicação)  da Universidade Federal de Santa Catarina Universidade Federal de Santa Catarina. e-mail: contato@hlbe.com.br

    Celso Ogliari é estudante e bolsista do Laboratório de Mídia e Conhecimento do Curso de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação)  da Universidade Federal de Santa Catarina. e-mail: beatesonorus@gmail.com

    Rai de Matos é estudante e  bolsista do Laboratório de Mídia e Conhecimento do Curso de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação)  da Universidade Federal de Santa Catarina. e-mail: raidematos@hotmail.com